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Especiais

jun 9

Written by: admespeciais
09/06/2014 10:58  RssIcon

José Macia nasceu no dia 25 de fevereiro de 1935 e fez história no Santos F.C. Em 15 anos (de 1954 a 1969), foi o segundo maior artilheiro – perdendo apenas para Pelé. Ali, o ponta-esquerda marcou 405 gols em 750 partidas. Além de "Pepe", o jogador também ganhou o apelido "Canhão da Vila", graças ao seu forte chute de esquerda.

Pela Seleção Brasileira, ele ganhou duas Copas do Mundo – em 1958 e 1962, mas não jogou nenhuma partida do mundial, já que nas duas ocasiões se machucou.

A carreira como treinador começou em 1969 nas categorias de base do Santos. Atlético Paraense, Ponte Preta e Atlético Mineiro foram alguns dos times comandados por ele.

Pepe é, sem dúvida, a personalidade que conquistou mais títulos no futebol mundial.

Leia a entrevista com o jogador Pepe:

Você teve um professor inesquecível?
Sim! Na faculdade de Educação Física, eu tive um professor chamado Godofredo Casati. Ele era exigente, bravo, mas eu o respeitava muito. Ele, inclusive, chegou a trabalhar como preparador físico da equipe de futebol do Santos.

De que maneira o esporte praticado na escola pode ser um estímulo para uma criança seguir a carreira de atleta?
Ser futebolista é um dom. Quando eu era garotinho, já chutava com o pé esquerdo. Mas complementar o talento com a Educação Física, por exemplo, pode fazer um atleta perfeito.

A escola pode ajudar a criar atletas mais disciplinados?
Sim, porque sendo um bom estudante e complementando com a Educação Física, só valoriza. Tanto que eu e outros jogadores, como o Pelé, o Formiga e o Clodoaldo, fizemos faculdade de Educação Física na FEFIS, em Santos. Nós temos diploma de professor.

Qual é a sua principal lembrança da Copa de 58?
A minha principal lembrança é do jogo final. O Brasil disputou com a Suécia e fomos vencedores. Eu não pude jogar, mas acompanhei todo o campeonato e foi uma grande festa! Fomos recebidos pelo rei da Suécia e o cumprimentamos. Demos a volta olímpica e fomos ovacionados pela torcida. O povo sueco nos aplaudiu de pé, o que foi uma surpresa!

Qual é o seu ídolo no futebol?
É engraçado, porque mesmo que eu tenha jogado no Santos F.C. e tenha sido técnico do time também, o meu ídolo era o Canhotinho, meia-esquerda do Palmeiras. Em São Vicente, o meu apelido era Canhotinho. Quando era guri, eu o admirava e tentava jogar como ele.

Qual é o seu palpite para os jogos do Brasil na Copa?
Eu estou otimista, mas com um pé na frente e outro atrás. A nossa seleção não tem jogado grandes partidas e temos concorrentes fortes, como a Itália e a Alemanha. Mas com o incentivo da massa brasileira, acredito que não vai acontecer como na tragédia da Copa de 1950, quando perdemos em casa.


Seleção brasileira campeã mundial da Copa de 1958

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