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Eu Indico

set 10

Written by: admindico
10/09/2020 13:17  RssIcon

Durante o período de isolamento, o CRE Mario Covas, por meio do NUMAH, indica aplicativos e outras ações para inspirar a escrita de diários

 

Desde que o mundo entrou em reclusão, devido à pandemia da Covid-19, muita coisa está fora da nossa rotina, muita coisa mudou em nossas vidas e nas nossas práticas enquanto educadores. Nós, do CREMC, por intermédio do Núcleo de Memória e Acervo Histórico, estamos desenvolvendo a ação “Diários Construindo Memórias: Educadores em Tempos de Pandemia”, com o propósito de estimular a escrita de registros das vivências sobre esse momento.

Ações como a nossa têm sido estimuladas em diferentes entidades e associações. A Rede NEHO - Núcleo de Estudos em História Oral, por exemplo, desenvolveu o aplicativo Minha vida na pandemia, na plataforma Digital Plural, com o intuito de escutar, ler e registrar histórias. Plataforma esta que é coordenada pela professora historiadora Andrea Paula dos Santos Oliveira Kamensky, da Universidade Federal do ABC, no âmbito do Programa de Apoio a Ações Transversais de Pesquisa, Inovação e Extensão e Extensão Tecnológica.

Como apresentam no site, a iniciativa é de “solidariedade e apoio diante da crise atual, cujo objetivo também é produzir documentos históricos para que as futuras gerações possam conhecer uma História Pública e Comunitária da Pandemia de Covid-19”.

Navegando pela plataforma Digital Plural, encontramos reflexões sobre “Direitos Humanos, Gênero e Diversidade no contexto da pandemia”. Para compartilhar com você, selecionamos o texto de Francisca Felisardo dos Santos, sobre preconceito na escola:

 

“Eu também sofri preconceito.

Assisti ao vídeo “Jogo do Privilégio Branco” e resolvi relatar o que sofri na infância.

Nasci no Paraná, Sul do Brasil, mas meus pais são nordestinos de Pernambuco, a maioria dos meus irmãos são alagoanos e o mais novo é paulista. Cheguei em São Paulo aos cinco anos de idade, entrei na escola aos 7 anos, sofri muito. Eu voltava para casa quase todos os dias chorando, porque algumas crianças ficavam tirando o sarro do meu sotaque, além do sotaque do Sul, eu falava palavras erradas como os nordestinos falam. Eu lembro que eu entrava no ônibus e naquela época (tinha um espaço entre o vidro atrás do motorista e a cadeira dele) eu me enfiava naquele meio e as Crianças ficavam me beliscando, porque eu não falava beliscão, eu falava ‘pinicão’; eu não falava travesseiro, eu falava ‘trabesseiro’; eu não falava vassoura, eu falava ‘bassoura’.

Era tanto sofrimento e eu chegava chorando em casa todos os dias, até que meu pai um dia falou para mim:

– Eu vou tirar você da escola se você continuar chegando chorando em casa.

Mesmo eu muito pequena, tive que aprender a me defender dessa gente, dessas crianças que me machucavam com palavras e beliscões; então eu mesmo sendo uma criancinha muito tímida, do interior do Paraná, eu nasci na roça, eu tive que aprender a me defender a meu modo, mas eu tive que aprender, chorei muito na primeira série.

Quando eu estava na quinta série, eu não aceitava o meu cabelo, porque existia um estereótipo de que mulher linda era a mulher que tinha o cabelo liso, e branca, então pessoas que tinham cabelo encaracolados como eu, e pessoas negras, tinham cabelo ruim. Eu passei a minha vida inteira sem

aceitar o meu cabelo, vivia alisando meu cabelo. Eu vim a aceitar o meu cabelo cacheado há uns três anos. Depois dos 50 anos de idade… Nessa mesma série, por ser chamada de quatro olhos, deixei de usar óculos por 5 anos, o que prejudicou muito a minha visão, quando retornei ao oftalmologista, minha visão tinha piorado muito. Queria compartilhar isso com vocês.”

Para compartilhar experiências com diários ou sugestões, entre em contato conosco: nucleodememoriacre@educacao.sp.gov.br.


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